fórum brasileiro do duo Dresden Dolls
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Saiu recentemente no site www.programaautofalante.com.br:
Dos cabarés alemães da década de 20 ao punk rock dos anos 70. Se fosse possível descrever o som do The Dresden Dolls, seria algo parecido com isto, mas felizmente a dupla formada por Amanda Palmer (voz e piano) e Brian Viglione (bateria) consegue suplantar toda e qualquer explicação e fazer um som único, sem paralelos no mundo pop dos dias de hoje. Apareceram para o mundo em 2004, com seu primeiro disco, auto-intitulado e no ano passado lançaram o segundo petardo, “Yes Virginia”.
O baterista Brian Viglione bateu um papo com o ALTO-FALANTE para falar sobre sua vida, carreira, como sobrevivem na indústria musical nos dias de hoje e quando pretendem passar pelo Brasil. Enjoy:
ALTO-FALANTE: Desde o lançamento de “Yes Virginia”, no ano passado, vocês têm estado ocupados tocando nos quatro cantos do mundo. Você sente que uma banda como o Dresden Dolls só se realiza na estrada?
Brian Viglione: Sim e não. A grande verdade dos Dresden Dolls é que existe um balanço de energias entre eu e Amanda. Existem muitas diferenças entre nós, mas são elas que dão à banda sua força. Eu adoro estar em turnê e viajar por todo o mundo. Ser um músico viajante é algo que procurei desde que era criança e me sinto grato por viver fazendo o que gosto. A adaptação à vida na estrada foi muito fácil. Eu adoro estar longe de casa por longos períodos de tempo, tocando música para pessoas várias vezes durante a semana e saboreando simples prazeres, como encontrar amigos em diferentes cidades por onde viajamos. Entretanto, pode ser uma maneira muito cansativa de se viver e a rotina de viajar, tocar e socializar o tempo todo pode não ser um estilo de vida para todos. Mas, acima de tudo, as turnês têm sido a ferramenta mais substancial para mostrarmos nossa música para pessoas de todo o mundo e têm nos ajudado a crescer como músicos e performers. Eu acho que o ponto mais forte do Dresden Dolls são as performances ao vivo e eu sou grato pelas oportunidades que temos tido nos últimos anos.
ALTO-FALANTE: Uma destas turnês foi com a banda Panic! at The Disco e gerou um vídeo engraçado. De quem foi a idéia e como ela se concretizou? Vocês se dão bem com eles?
Brian Viglione: A idéia veio porque antes da turnê muitos fâs de ambas as bandas estavam brigando feio nos fórums da internet. Nós pensamos que seria engraçado fazer uma piada deste “conflito” fazendo um vídeo onde batalharíamos com eles. Esta turnê foi uma experiência nova para nós porque nunca tínhamos experimentado tanta hostilidade ou indiferença de um público. E isto nos tornou um pouco mais fortes. Pensamos que fazer uma tour com o Nine Inch Nails seria a experiência mais negativa neste sentido, mas comparando agora, aquele público foi angelical comparado aos montes de insultos que foram jogados contra nós pelos jovens nos shows com o Panic.
Só para exemplificar, frutas foram jogadas contra mim quanto tocamos “War Pigs”; gritos de “VOCÊS SÃO PÉSSIMOS! SAIAM DO PALCO!” eram proferidos quando nossas músicas entravam em momentos mais quietos... Nós simplesmente tivemos que rir e perceber que nossa música não é para todos e muitos daqueles garotos não estavam nem aí mesmo. Para eles, a coisa mais cool a se fazer era vociferar contra a banda de abertura se você não gostasse dela. Só que isto nos ensinou a gostar de nossos fâs 100 vezes mais, porque eles são muito atenciosos e respeitosos com todas as bandas que trazemos para eles, mesmo que pareçam estranhas ou diferentes. Este é o tipo de maturidade e mente aberta que eu adoro ver nas pessoas.
Nós nos damos muito bem com o pessoal do Panic At The Disco e eles sempre nos dizem o quão ficaram embaraçados pelo público deles nos hostilizar daquela maneira. Nós tiramos o melhor daquilo tudo e fazer aquele vídeo foi uma atividade divertida para nos manter ocupados durante aqueles dias.
ALTO-FALANTE: Você toca com Amanda no Dresden Dolls, mas vocês dois têm carreiras solo. Como gerenciam isso?
Brian Viglione: É bem fácil. A coisa mais saudável que você pode fazer por uma banda ou uma relação de trabalho bem próxima com uma pessoa é dar espaço. Às vezes você precisa de tempo para fazer outros projetos e buscar inspiração e recursos em muitas outras pessoas para que você não queime e fique entediado com o trabalho que faz no seu projeto principal. Você precisa deixar de se sentir preso, como se estivesse deixando apenas uma parte de si crescer. Então é saudável para nós dar um tempo ao longo do ano e marcarmos as atividades da banda de forma a deixar que trabalhemos e façamos outros projetos em outras áreas.
ALTO-FALANTE: Como você compara “Yes Virginia” com o primeiro disco? Existe uma diferença principal entre eles?
Brian Viglione: Eu acho que a diferença principal é o nível de confiança. As composições são mais desenvolvidas e maduras em “Yes Virginia”. A banda tem um som mais coeso, a bateria está mais presente na música e as canções estão mais energizadas. O primeiro disco mostrava uma banda se divertindo ao explorar todos os climas e imagens da música. Existiam mais efeitos e experimentações de estúdio para criar um tipo de atmosfera embelezante de canções como “Missed Me”, “Coin Operated Boy”, “Gravity”, “Slide” e “Truce”. Já “Yes Virginia” foi pensado como um disco que soasse como se a banda estivesse despida. Existem texturas sim, mas em sua maioria para embalarem um sentimento. Haviam arranjos de cordas e solos de guitarras no primeiro disco, mas nós quisemos dar um sentimento mais cru e claro para a música depois de nossas turnês.
ALTO-FALANTE: Como você define o som dos Dresden Dolls?
Brian Viglione: Piano, bateria e voz com uma energia muito fudida.
ALTO-FALANTE: Vocês parecem ir em uma direção musical completamente diferente, comparando o som do Dresden Dolls com outras bandas. Você sente isso?
Brian Viglione: Eu não acho que tenha ouvido outra banda que soe exatamente como o Dresden Dolls, mas certamente existem algumas que estão na mesma família. Nós nos sentimos mais próximos de bandas que estão aí fora fazendo algo que soe único e que tenham uma grande paixão por isto. Acho que outros tipos de bandas que usam este look cabaret nas fotos ou no palco ou ainda que têm uma performance gótica me chamam a atenção, mas estranhamente eu não sinto nenhum tipo de conexão real com este tipo de coisa. Eu ouço jazz, punk, metal e música clássica, então provavelmente vejo a música dos Dresden Dolls de uma maneira diferente de qualquer outra pessoa.
ALTO-FALANTE: O que você acha da indústria musical nos dias de hoje? Existe alguma saída? Você tem alguma idéia para o futuro deste negócio?
Brian Viglione: Espero que com o passar do tempo, os artistas sejam mais capazes de promover e distribuir seu trabalho pelos canais apropriados em todo o mundo, ao contrário de depender de uma grande entidade corporativa.. Sempre será uma equação entre dinheiro, influência e demanda. Espero que os músicos de hoje estejam investindo em algum tipo de música que continue a dar às pessoas o incentivo de vê-los ao vivo. É bacana ver que bandas em níveis menores têm hoje a chance de gravar e fabricar sua música de uma maneira independente com o advento dos softwares de gravação caseiros de qualidade. Do jeito que as gravadoras vão, terão que se adaptar ao que a indústria demandar, como elas sempre fizeram. Na verdade, eu não me preocupo muito com o que acontece na indústria da música. Eu ganho minha vida trabalhando e tocando com muitas pessoas diferentes, em sua maioria como baterista contratado. Enquanto houver bandas para tocar, eu terei como sobreviver neste meio.
ALTO-FALANTE: Quais seus planos para o futuro?
Brian Viglione: Os Dresden Dolls vão lançar um DVD que foi gravado nos dias 3 e 4 de novembro no The Roundhouse, em Londres, então fiquem de olho! Além disso, Amanda está trabalhando em um disco solo que será lançado no início de 2008.
Eu acabei de gravar um disco com uma sensacional banda de Boston chamada Humanwine e farei uma curta turnê em julho com um trio de jazz de Boston que também faço parte. Já os Dresden Dolls estarão em turnê em junho como parte da True Colors Tour ao lado de Cyndi Lauper, Debbie Harry, Erasure, The Mishaps e outros artistas bacanas. É parte de um esforço para angariar fundos e chamar a atenção para a Human Rights Campaign, sobre direitos civis dos gays e liberdade nos Estados Unidos, que tem sido uma questão na política americana por algum tempo. É uma grande honra fazer parte desta turnê que luta por causas humanitárias e será bastante divertido. Nós vamos tocar em alguns dos lugares mais bacanas por onde já passamos e para platéias maiores do que estamos acostumados. Os shows serão de aproximadamente 25 ou 30 minutos, mas daremos nosso melhor, como sempre. O set list incluirá "Backstabber", "Dirty Business", "Shores Of California", "Missed Me", "Coin-Operated Boy" e "Girl Anachronism".
ALTO-FALANTE: E sobre o Brasil? Quando poderemos ver os Dresden Dolls aqui?
Brian Viglione: Eu não sei quando passaremos por aí. Não será tão cedo quanto gostaríamos! Vocês tem sido bastante legais conosco e eu queria agradecer a todos que colocaram no ar a comunidade Dresden Dolls Brasil e ajudaram a espalhar nosso nome por aí de uma maneira muito maior do que nós poderíamos imaginar. Já recebemos um pacote enorme de presentes vindos do Brasil incluindo cartas, máscaras, cds e dvds de música, além de uma bandeira do Brasil que eu orgulhosamente coloquei na minha mesa aqui em casa. Então, eu espero que possamos ir aí e tocar para vocês em algum momento, muito em breve porque já nos demostraram que gostam muito de nós. Muitíssimo obrigado!
ALTO-FALANTE: Agora, uma pergunta feita por este fã-clube: Se você fosse contratado para tocar em uma outra banda, mas para fazer isso tivesse que abandonar Amanda, o que faria?
Brian Viglione: Se a situação fosse boa para todo mundo e fosse a época ideal para se fazer, tudo bem. E eu acho que Amanda também faria isto. Esta é a coisa importante que eu tentei explicar antes: o que dá força e felicidade para nossa banda é a liberdade pessoal. Se estar nos Dresden Dolls nos faz feliz, então nós ficamos, é claro. Se começar a ser um estorvo e não se encaixar no que nós precisamos para nos fazer felizes, então nos nos permitimos buscar esta felicidade em qualquer lugar. Estar em uma banda deve acrescentar algo à sua vida, não te aprisionar. E não são raras as vezes em que uma pessoa se vê presa a sua banda porque quer dinheiro, fama e sente que deve ficar com esta situação para adquirir conforto. Este não é o caso dos Dresden Dolls. Nós somos muito sortudos neste sentido.
eu mandei o dvd do durval discos!
heehehhe
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hmm que mágico ^^
Eu gostei da entrevista... ele parece ser tão maduro!
E nada de previsões deles virem pra cá.. 
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pois é!
mas quem sabe ano que vem???
vou ver se começo a popular esse fórum de mensagens sobre qualquer coisa do duo pra ver se vai pra frente. mas todo mundo podia fzer o mesmo.
^^
até!
e volte sempre! :]
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Patynha escreveu:
"Então, eu espero que possamos ir aí e tocar para vocês em algum momento, muito em breve"
Também espero
e de preferência em época de férias, hahaha!
*exigente*
época de férias é algo que está a sumir de meu vocábulo. :'(
mas época de férias de janeiro ou julho é de duas uma:
festivais de verão
férias das bandas
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Quando é que sai outro pacote pra eles? 
Queria mandar alguma coisa... 
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Seja bem vindo João.
Bom, ainda não sabemos com certeza. Primeiro queremos acertar o site, depois pensaremos nisso. Mas fique tranquilo que avisaremos.
Até mais!
:]
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